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Ecoturismo Mercosul
Desde: 07/07/2003      Publicadas: 46      Atualização: 08/03/2005

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 Ecoturismo

  05/12/2003
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Livro revela datos sobre Estrada do Colono

Material foi enviado pela ONG Amigos do Parque

Páginas 74 e 75 do livro “De sol e lua. Por onde anda...Fatos e personagens da história de Medianeira e região”....trata do SURGIMENTO DA ESTRADO DO COLONO.

Em 1951, Osório Fellini e família mudou-se de Nova Prata (RS) para a região Oeste do Paraná, sendo um dos quatro sócios e diretores da Firma Colonizadora, entre eles: Pedro Soccol, José Callegari, Narciso Vannini e Osório Fellini. E a firma tinha terras, muita terra, a perder de vista. Nada mais e nada menos que 12 mil alqueires. Para vender. E para mostrar. E quem mostrava as terras aos colonos era o Fellini. ..... Fellini teve a missão de encurtar o caminho, pelo qual foi aberta a Estrada do Colono. Até 1954, os colonos chegavam a Medianeira e região pela antiga estrada de Guarapuava, a estrada abandonada. Foi então que madeireiros, comerciantes, palmiteiros, vendedores de máquinas agrícolas e colonizadores decidiram encurtar o caminho. Sabendo ou não que estavam abrindo uma estrada ilegal dentro do Parque Nacional do Iguaçu, criado por Getúlio Vargas em 1939, as colonizadoras de Matelândia e Medianeira – num processo que gerou até um sequestro de um trator-esteira de Matelândia, abriram a Estrada. Muito bonito. Mas como atravessar o rio Iguaçu. Era preciso de uma balsa. E a balsa foi construída nas margens do rio. E o carpinteiro responsável foi Osório Pasqual Fellini: “quem construiu a primeira balsa fui eu. E foi a Colonizadora quem abriu a Estrada”.

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Página 209 do livro......A Grande sentença

O PTB de Foz do Iguaçu, representado pelo seu presidente Arnóbio Ricardo da Silva, brasileiro, casado, militar reformado, no dia 04 de junho de 1986, apresentou Denúncia Crime contra o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná – DEER, solicitando “a suspensão do asfaltamento da rodovia trecho Capanema-Medianeira, BR 163, área pertencente ao Parque Nacional do Iguaçu.”

O Ministério Público Federal, através do Procurador da República Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, se pronunciou no dia 03 de setembro de 1996, através de uma AÇÃO CIVIL PÚBLICA contra o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal – IBDF.

Finalmente, no dia 10 de setembro de 1996, o Juiz Federal da 1ª Vara de Justiça, Milton Luiz Pereira assinou a sentença - liminar – que determinou o fechamento da Estrada do Colono.


Páginas 215 e 216 do livro .....A Estrada do Colono. Mas que Colono? , - por Heitor Lothieu Angeli.

A mentira tantas vezes repetidas, alcança ao fim foro da verdade. Quando se fala em Estrada do Colono, pretendem dar à estrada do Parque um caráter absolutamente inverídico.
É preciso que se resgate a verdade, e a história não seja alvitada, para que nossos pósteros saibam exatamente como foi feita a colonização do Oeste. Não se pretende desmerecer os colonos que vieram depois das frentes pioneiras terem desbravado a região. Mas também será necessário fazer justiça àqueles que derramaram suor, lágrimas e sangue na doma e conquista de um pedaço de chão.

A colonização de nossa região foi feita por cinco caminhos distintos, e nenhum pelo Parque.

Os primeiros colonos vindos do Rio Grande do Sul, no começo do século XX, o fizeram pelo rio Paraná, e aportaram em Santa Helena. As famílias Bortolini, Thomé, pratti, Andreolla, Simione e muitas outras estão aí de testemunhas vivas e incontestes da primeira frente verdadeiramente colononizadora, porque temos que separar o colono do ocupante.

A segunda e a terceira foram quase simultaneamente, rio Tiête-Paraná até Guaíra, e pela tropeira de Jaguariaíva-Guarapuava, mas esta se limitando aos Campos Gerais e à entrada da mata. As outras duas frentes foram por Pato Branco (Vila Nova), Laranjeiras ou Chopinzinho – Catanduvas, estas foram o maior fluxo de migração que se possa imaginar, e responsáveis pelo povoamento de todo o Oeste.

Os colonizadores de Céu Azul, Alfredo Ruaro, de Matelândia Benjamin Luiz Biasuz, de Medianeira, Pedro Soccol, José Callegari e Osório Paschal Fellini e São Miguel do Iguaçu (Vila Gaúcha), Frederico Zilio e os irmãos Cavalca. Firmas subsidiárias de Pinho  Terras, lideradas pelo Sr. Alberto Dalcanalle, todos vieram pelos caminhos citados.

Quando Capanema foi criada, o decreto se baseou numa coordenada geográfica, pois não existia nem casa, só mata. O primeiro prefeito foi eleito com 44 votos...em Francisco Beltrão, assim como os 9 vereadores.

Para se estabelecer, o valoroso prefeito foi construindo a estrada de Santo Antônio até o km 34 (Pérola do Oeste), onde se instalou a prefeitura por mais de dois anos. Somente em 1954, foi possível chegar onde hoje é Capanema.

A estrada que margeia o rio Iguaçu até a barra do rio Santo Antônio foi feita para servir os colonos que se estabeleceram ao longo do rio e formaram a comunidade de São Luiz.

Se alguém pretendesse cruzar o rio para alcançar a BR 277, seria bem mais fácil partir diretamente para o norte e não percorrer 20 quilômetros a oeste até a fronteira com a Argentina.

Quando governador, o Sr. Moisés Lupion permitu a abertura da estrada do Parque “pró-forma”, pois nesse tempo, 1956/57, acontecia a Revolução Agrária do Sudoeste, e o governador se via encurralado. Daí em diante, sim, foi um intenso de mudanças de colonos, que foram para o norte ou Mato Grosso e Paraguai. Os colonos de nossa região vieram pelos caminhos que citei, e não pelo Parque.

Os bravos colonizadores que trouxeram os colonos, na década de cinqüenta, precisam fazer, também, indústrias e comerciantes a operar na região Oeste. Por isso esta estrada não é dos colonos, eles já estavam aqui, vieram muito antes. Serviu entretanto para a passagem de centenas de serrarias, que tiveram a missão de fornecer a madeira para as casas e exportações, etc.

Passaram por ela tratores, arados e máquinas agrícolas em demanda ao norte. As reservas florestais do rio Iguaçu e Paranapanema, estão reduzidas a zero. Agora querem terminar com nosso Parque.

Volto a afirma: “essa estrada não é dos colonos. É das serrarias, das máquinas e tratores, dos comerciantes, das cooperativas e dos caçadores!”

Os que acamparam no parque em 1997 não sabem. Seus líderes que cobram pedágio ilegalmente sim. A invasão e devastação do Parque trará sérias conseqüências, e alguém pagará por isso. Pois é um crime lesa Pátria.

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Páginas 217 do livro .....Cronologia da Estrada do Colono

Abril de 1925, encontro, em Foz do iguaçu, das tropas paulistas comandadas por Miguel Costa, com as tropas gaúchas de Luís Carlos Prestes. Começa a Coluna Prestes.
1939, Getúlio Vargas cria o Parque Nacional do Iguaçu, com uma área de 185.000 hectares.
1954, máquinas das colonizadoras de Medianeira e Matelândia abrem ilegalmente o leito da Estrada do Colono.
1968, o prefeito José Della Pasqua, após reuniões em Iraí (RS) e Medianeira (PR), encaminha “Memorial Descritivo” à Presidência da República a fim de dar corpo a Campanha Nacional Pró-abertura da Estrada do Colono – BR 163, conjugada com a BR 386.
1986, início da pavimentação ligando Medianeira ao Parque e Capanema ao rio Iguaçu.
12 de setembro de 1986, a polícia fecha a Estrada do Colono. Surge a AIPOPEC – Associação de Integração Comunitária Pró-Estrada do Colono, sendo primeiro presidente Ignácio Donel.
08 de maio de 1997, a Estrada é ocupada por cerca de 800 agricultores.
13 de maio de 1997, manifestação pela reabertura reúne cerca de 30 mil pessoas.
11 de setembro de 1997, a estrada é liberada ao trânsito mediante pagamento de taxa de pedágio à AIPOPEC.
1998, começa a discussão sobre a prestação de contas do dinheiro arrecadado no pedágio. O movimento Amigos do Parque, entidade ilegal, não consegue explicar de forma clara o destino do dinheiro arrecadado.
13 de junho de 2001, uma gigantesca operação militar fecha novamente a Estrada do Colono.
03 de outubro de 2003, aproximadamente 300 pessoas voltam a invadir a Estrada do Colono, utilizando tratores derrubam a vegetação que fora plantada desde meados de 2001.
08 de outubro, cumprindo determinação da justiça federal, a Polícia Militar, Forças Armadas e IBAMA reestabelecem a ordem no Parque, com a saída dos invasores.
Outubro 2003, criado no âmbito da Câmara dos Deputados e na Assembléia Legislativa do Paraná, as denominadas Comissão Parlamentar Externa do Parque Nacional do Iguaçu, com o objetivo de presionar pela reabertura da Estrada do Colono.



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