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Desde: 07/07/2003      Publicadas: 46      Atualização: 08/03/2005

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 Turismo Místico

  29/07/2003
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Hino Sagrado Mby'á Guarani da Criação

Os primitivos costumes do colibri - Part Um


Capítulo I

MAINO I REKO YPYKUE
Os primitivos costumes do colibri


1. Nosso Pai Último-último Primeiro
o seu próprio corpo criou
das trevas primordiais.

2.As divinas plantas dos pés,
o pequeno assento redondo,
no meio das trevas primordiais
os criou, no curso de sua evolução.

3.O reflexo da divina sabedoria,
o divino ouve-o-tudo
as divinas palmas da mão com a vara-insígnia,
as divinas palmas das mãos com os (seus) ramos floridos,
as criou Nhamandui, no curso de sua evolução,
no meio das trevas primordiais.

4. Da divina coroa excelsa
as flores do adorno de penas
eram gotas de orvalho.
Do espaço entre as flores do divino adorno de penas
O pássaro primordial, voava o colibri...


5. Enquanto o nosso primeiro Pai
criava, no curso de sua evolução, o seu divino corpo,
existia entre os ventos primordiais;
antes de haver concebido sua futura morada terrena,
antes de haver concebido
seu futuro firmamento, sua futura terra,
que originariamente surgiram,
o colibri lhe refrescava a boca;
quem sustentou a Nhamandui com produtos do paraíso
foi o colibri.


6. Nosso Pai Nhamandú, o primeiro,
Antes de haver criado, no curso de sua evolução, seu futuro paraíso,
Ele não viu trevas:
Embora o sol ainda não existisse,
Ele existia iluminado pelo reflexo de seu próprio coração;
Fazia que lhe servisse de sol
A sabedoria contida dentro de sua própria divindade.

7. O verdadeiro Pai Nhamandú, o primeiro,
existia no meio dos ventos originários;
onde parava para descansar
a coruja produzia trevas:
já fazia que se tivesse presença do leito das trevas.

8. Antes de haver o verdadeiro Pai Nhamandú, o primeiro,
criado no curso de sua evolução, seu futuro paraíso;
antes de haver criado a primeira terra;
Ele existia em meio aos ventos originários:
O vento original em que existiu o nosso Pai
se volta a alcançar
cada vez que se alcança o tempo-espaço originário, cada vez que se chega ao resurgimento do tempo-espaço primitivo.
Enquanto termina a época primitiva,
Durante o florecimento do lapacho,
os ventos se mudam ao tempo-espaço novo:
já surgem os ventos novos, o espaço novo:
se produz a ressurreição do tempo-espaço.




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